terça-feira, 24 de maio de 2011

Lengalengas, lidas por Filipa Borges



Filipa Borges lê lengalengas para os alunos da #sala3 do Colégio de Alfragide.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Capuchinho Vermelho, lido por Marta Silva



Marta Silva lê "O Capuchinho Vermelho" para os alunos da #sala3 do Colégio de Alfragide

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rimas e lengalengas, lidas por Manuel Pinto



Manuel Pinto lê "Rimas e lengalengas" para os alunos da #sala3 do Colégio de Alfragide

terça-feira, 5 de abril de 2011



O sonho do chapéu


Era uma vez um chapéu...

Um chapéu azul... Ou seria verde, ou vermelho?

Bem, era um chapéu que tinha sido feito numa grande Fábrica de chapéus, com um material secreto, de cor imprecisa.

Na Fábrica pintaram-no de cinzento, cor de rato.

Saiu da Fábrica cheio de sonhos.

Era um chapéu que sonhava!

Estranho chapéu, diziam todos, sonhar é tarefa de cabeça.

Chapéu é para tapar a cabeça que sonha e não para fazer as suas tarefas de cabeça.

Mas o chapéu sonhava…

O que sonharia? Um chapéu cinzento cor de rato?

Boa pergunta!

E tu?

Se tu fosses um chapéu que sonhos achas que terias?


Meninos e meninas da #sala3


Não querem inventar sonhos para os chapéus cinzentos cor de rato,

sonharem na Primavera?

Fico à espera...

Beijinhos para todos

da Bruxinha

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011





As cores da Maria

A mãe da Maria era cor do chocolate, o pai da Maria era cor das amêndoas descascadas.

O leite era da cor das nuvens na Primavera, o gato era da cor do carvão.

A cor da avó? Era igual à cor do arroz de açafrão.

Maria olhava-se no espelho e via-se igual à mãe. A mãe tinha um riso quente da cor do Sol.

Nos livros da Maria toda a gente era cor do leite: a Branca de Neve, a Alice, o Peter Pan... a Cinderela....

A Maria não tinha o rosto branco como a neve, não tinha caracóis loiros, nem olhos azuis como diziam ser os lindos olhos, das lindas crianças das histórias.

O rosto da Maria era castanho como o chocolate, os imensos caracóis do seu cabelo e os seus olhos eram negros como o café. Não seria ela tão bela como a Cinderela?

Uma noite, antes de adormecer, perguntou ao pai.

- Pai, porque são todos brancos os meninos dos meus livros? Porque não são da minha cor, da cor da mãe? Não é uma cor bonita?

- É minha querida, a tua cor é linda e doce. – disse o pai embrulhando-a num abraço.

Nessa noite, Maria adormeceu e teve um sonho... um sonho estranho... cheio de tintas e cores... E de manhã quando acordou tinha os seus livros abertos e espalhados pelo chão do quarto. Algo se passara. O Pinóquio estava azul, o Peter Pan vermelho, a Cinderela amarela... Afinal não tinha sido um sonho? Ou não acordara ainda?

Sonho já não seria porque ouviu o pai dizer lá da cozinha.

- Anda Maria, o pequeno almoço está na mesa!

Mas algo se passara! E ela bem viu uns pingos de tinta no chão da casa, nas escadas do prédio e até no caminho para a escola.... O pai parecia não notar e a Maria não disse nada.

No fim do dia, na sala da Maria, as crianças estavam diferentes. Os pais reclamaram.

- A minha filha está cheia de tinta verde! – disse um

- O meu filho está roxo! – disse outro

- O meu deve ter camadas de várias cores, está negro! – disse uma mãe.

Chamaram a Ana que apareceu com um sorriso doce, cor de caramelo!

Maria, cor de chocolate, ria, ria... Feliz!



E agora meninos e meninas da #sala3 que vamos fazer?

Que tal uma festa de Carnaval?

Sílvia Alves


ILustração: Isa Silva